Lina Tag

Cantora, atriz e performer

@LINATAG_ 2.9K seguidores

Linguagens: música, teatro, audiovisual, ritmos brasileiros

Atuações: publicidade, shows / performances, projetos culturais, conteúdo / audiovisual

Projetos : Catarse Festival, Disney+, HBO Max, Projeto NEU START KULTUR (Berlim)

  • É uma das vozes originais da animação EU E MEU AVÔ NIHONJIN (em cartaz nos cinemas). “O filme destaca-se pela sua trajetória internacional, com exibição no prestigioso Festival de Annecy e na Shortlist dos Prêmios Quirino 2026.”

  • É uma das protagonistas da peça "Muitas Ondas São o Mar'', de sucesso de público e crítica, feita através do Fomento ao Teatro 2023 e dirigida pela renomada bailarina de Dança Butoh (dança japonesa), Key Sawao. 

  • Matérias:

    Muitas Ondas São o Mar propõe reflexão sobre os corpos, a ancestralidade e a criação

    Reunindo oito artistas com ascendência de Okinawa e do Japão em um processo de criação colaborativo, o espetáculo é um olhar sobre corpos únicos e múltiplos, que compartilham um espaço comum (esse território, nesse tempo) para pensar ancestralidade, criação e identidade hoje.

    Crítica feita pelo renomado Márcio Tito, crítico de teatro, dono da plataforma “Deus Ateu”:

    https://deusateucombr.wordpress.com/2023/08/15/muitas-ondas-sao-o-mar-por-marcio-tito/#respond 

Trajetória artística em diálogo com a comunidade nipo-brasileira

A artista integrou, como artista convidada, diversos trabalhos culturais nipo-brasileiros, que enaltecem a cultura japonesa e a imigração japonesa no Brasil, tais como:

  • Foi atração principal convidada, como cantora e modelo, no desfile da marca nipo-brasileira Shitsurei na Casa de Criadores 2025 no CCSP. 

  • Matéria : 

    O desfile apresentou a coleção ‘Objeto Desconhecido’, trazendo uma reflexão sensível sobre identidade e representação de mulheres nipo-brasileiras.

    “…Entre as modelos que fizeram parte do elenco (formado por pessoas com ascendência asiática), estão a influencer Ana Chiyo e a cantora LINA TAG, que não só desfilou, como também performou.”

    https://lorena.ig.com.br/categoria/moda/shitsurei-asiaticos-casa-criadores-desfile 

  • É uma das cantoras-autoras do Show “Nipo-Brasilidades” - um espetáculo musical composto 100% por músicos e cantores nipo-brasileiros e sob Direção da renomada Mônica Agena, que integram a nova geração da música brasileira. (Tais como: Victor Kinjo, Ligia Kamada, Dudu Tsuda, Marcelo Nakamura, Niwa, entre outros). Esse show teve sua estreia ano passado no Sesc 24 de Maio, com sucesso de público e crítica.

  • Matéria: https://www.falandoemsol.com.br/2025/10/nipo-brasilidades-traz.html 

Sua arte autoral nipo-brasileira

Lina Tag é uma multiartista brasileira, de ascendência japonesa, que traz uma pesquisa autoral híbrida entre a música, a atuação e a dança-performance japonesa. Tendo um reconhecimento no mercado artístico e acadêmico por seu trabalho musical desde 2017, Lina vem compondo canções sobre sua ancestralidade e étnico-racialidade desde o lançamento de um do seus primeiros singles:

AMARELA (2019): É uma música que fala sobre a experiência cultural de ser uma atriz amarela no Brasil e acabou se tornando um material cultural utilizado na área da educação e do ensino escolar e universitário. O single também veio acompanhado de um videoclipe feito 100% por mulheres asiático-brasileiras e protagonizado por artistas amarelas como: Pati Baik, Ana Hikari, Tami Tahira, por exemplo. O lançamento reverberou bastante dentro da comunidade nikkei, em especial entre os jovens nipo-brasileiros, tendo tido desdobramentos como:

  • Exposição do videoclipe em aulas teóricas e universidades

  • Criação de um documentário no departamento de Antropologia/USP inspirado na música e na artista

  • Menções da canção em diversos TCCs 

  • Utilização da música em peças de teatro escolares

  • Convite da cantora para palestras, falas e discussões em salas de aula.

INTERAÇÕES DE SEU TRABALHO COM A ACADEMIA:

Palestrante convidada na aula “Saúde Mental e Racismo Anti populações amarelas” na PUC-SP 2020, exposição e análise do clipe autoral “AMARELA” no Curso Sapientia no CACD. Entrevistada no Artigo “ENTRE TENSÕES, ESTEREÓTIPOS E CISÕES: A IDENTIDADE JAPONESA NO BRASIL E SUA REPRESENTATIVIDADE NA MÚSICA”, de Flávio Rodrigues, pela UNICAMP. Clipe "AMARELA" exposto e estudado na aula "Da Casa Grande ao Lugar de Fala…'' de Ivo Yonamine no CACD. Videoclipe "Estrada do Limbo" exposto na palestra "Música Popular Nipobrasileira…" por Victoru Kinjo na JAPAN HOUSE 2020.

Link artigo em que Lina foi entrevistada e a música AMARELA foi mencionada: https://revistas.usp.br/gis/pt_BR/article/view/200162/192196 

Além do diálogo direto com a comunidade nipo-brasileira, o trabalho artístico e social de Lina também reverberou entre outros públicos, tendo ganhado o Prêmio Cawcine (2021) na Categoria “Melhor Cantora” pelo seu Clipe “Brancos Corais”, um single que fala sobre a importância da conscientização ambiental e ecológica. E também teve o seu clipe “moça, veja bem” circulando em festivais e galerias, como a exposição VemSac - Lisboa, Portugal, e tendo o clipe na seleção oficial do festival internacional Rio Web Fest 2021.




Nova Fase Musical - Uma pesquisa nikkei-brasileira amadurecida

Para além dessas reverberações de seus primeiros singles, agora, a cantora já se encontra numa fase mais aprofundada de pesquisa musical e performática. gora em 2026, a cantora está lançando o seu primeiro grande disco autoral, chamado Borrões, com pré-estreia vip agora no dia 12 de Abril, em um evento e coquetel fechado apenas para convidados. Essa pré-estreia será a inauguração oficial dessa nova fase da artista.

O disco Borrões é um album autobiográfico que passa por um imaginário cheio de memórias e vivências nipo-brasileiras, como é bastante evidente nessas três faixas do disco:

Momiji - uma música em homenagem a árvore Aki no Momiji do Japão, em que o eu lírico jovem conversa com essa árvore de maneira a admirar sua força e vibração no outono. A música tem participação do cantor Victor Kinjo, um artista conhecido e reconhecido pela colônia nipônica do Brasil. 

Ojiisan - uma música que fala sobre uma conversa entre um Ojiichan e sua neta, enquanto comem um obentô juntos sentados no chão do pátio do colégio.

REACT do Vovô ouvindo a música Ojiisan

Palha de Vento - uma música leve e gostosa que fala sobre amadurecer, que tem a participação da cantora Fernanda Takai, uma grande referência musical da comunidade nikkei do Brasil. A canção ainda não foi lançada, mas já está gravada e em processo de finalização no estúdio. (Pedimos sigilo dessa informação)

Música Popular Nipo-Brasileira Indie Pop + Dança Japonesa Butoh 

uma estética bonita, poética e com diferencial no mercado brasileiro

A artista desenvolve uma estética própria que traz um pouco do Japão e da memória nihonjin em suas composições, tanto em letras quanto em arranjos, os quais derivam de algumas referências da música tradicional Enka, e de escalas asiáticas numa fusão com a MPB tradicional. E para além dessa parte musical, Lina também traz em sua pesquisa multi-artística referências da dança japonesa Butoh em seu trabalho musical autoral, tanto em videoclipes quanto em shows e performances ao vivo.

A cantora vem estudando essa dança desde o seu último ano de faculdade, em 2018, na Escola Superior Célia Helena, no bacharel em teatro, sob supervisão e Direção da artista nipo-brasileira Elisa Ohtake. Tendo iniciado o seu contato com a dança Butoh na peça “Hipólito3” - Direção Elisa Ohtake, 2018, a artista se aprofundou nos estudos dessa dança com aulas extensivas com a bailarina reconhecida de Butoh Key Sawao, desde 2019 até os dias de hoje. Desde então, a cantora se aprofundou na pesquisa da dança tendo estudado com o mestre Tadashi Endo em um dos seus Workshops Intensivos no seu estúdio MAMU - CENTRE, em Gottingen, na Alemanha, além de ter estudado com esse mestre também em São Paulo. Ao longo da pandemia, a artista também teve a oportunidade de ter workshops online com professores de Butoh tais como: Atsushi Takenouchi e Minako Seki

Desde 2020 a cantora também vem se aprofundando na pesquisa dessa dança sob orientação e Direção da bailarina de Butoh, Luciana Elias, membro do CID-UNESCO, reconhecida por mais de 15 anos de pesquisa dessa dança ao redor do globo, com seu trabalho chamado “Yugen Butoh” (https://www.yugenbutoh.com/) 

A partir desse encontro entre Lina Tag e Luciana Elias, inicia-se uma parceria multi-artística, com uma variedade de projetos como: clipes-performances, performances, vídeos performáticos e agora, o próprio show do disco Borrões, com sua pré-estreia no dia 12 de Abril, tendo a Direção Geral da bailarina. O projeto “Borrões” se desdobrou para além de um disco e vem se tornando cada vez mais uma pesquisa multi-linguística nipo-brasileira que convida atuação, interpretação vocal e inspirações na dança japonesa Butoh.

fotos de bastidores da parceria entre Lina e Luciana

Memória e Expressão: uma arte brasileira, bem japonesa.

Lina celebra a beleza da cultura japonesa — que já é amplamente reconhecida e admirada no mundo — ao incorporar em sua obra musical imaginários e memórias que atravessam gerações. Evoca imagens como o Aki no Momiji, o deslumbrante espetáculo das folhas de outono no Japão, e resgata lembranças afetivas da infância nikkei no Brasil. Em sua criação, há reverência aos antepassados, cuidado com a memória e um profundo respeito pela tradição japonesa, que se entrelaça à sua identidade artística de forma sensível e contemporânea.    

Para além dos aspectos da cultura japonesa já amplamente reconhecidos e admirados, a artista também se dedica a revelar expressões artísticas menos difundidas, ampliando o olhar sobre a riqueza e a diversidade do Japão. Entre elas está o Butoh, linguagem cênica de grande profundidade poética e sensibilidade estética, que apresenta uma dimensão mais contemplativa e introspectiva da tradição artística japonesa.

Ao trazer essa referência, Lina não busca contraste, mas complementaridade: valoriza a pluralidade cultural do Japão e evidencia como diferentes expressões — das mais celebradas às mais singulares — coexistem e se fortalecem mutuamente, compondo a complexidade, profundidade e a sofisticação que marcam a herança cultural japonesa.